Vinícola Mena Kaho

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A origem da família Mena Kaho remonta ao fim do Império Romano quando alguns legionários romanos dispersos estabeleceram-se ao norte da Itália. Eram conhecidos como os “Roman”, isto é, “os romanos” e, já não mais soldados do império desfeito, passaram a dedicar-se ao cultivo da terra e ao trabalho artesanal. 

Para distinguir umas famílias de outras, que eram muitas, todos os que portavam o sobrenome “Roman” com o tempo tiveram agregado um apelido, geralmente relacionado ao próprio trabalho.

No século XVII, um dos ramos da família Roman passou a ser conhecido com o apelido “Mena-Kaho” que expressa a ideia de viticultor (em dialeto vêneto, “Mena” = condutor, trabalhador; “Kaho” = ramo de videira) porque seus integrantes dedicavam-se ao cultivo das videiras e a produção artesanal de vinhos.

Este apelido sobreviveu aos séculos, pois, desde então, a família Roman “Mena-Kaho” continua dedicando-se à produção de vinhos, certamente uma das mais antigas vinícolas do mundo.

Até hoje ainda existe em Mason Vicentino – Maróstica – Itália, a original casa onde a família iniciou a produção de vinhos há cerca de 600 anos (e produz até hoje), origem do apelido Mena Kaho. Pela arquitetura e materiais empregados na construção dessa casa , semelhantes aos usados no muramento que circunda o Castelo de Maróstica (construído por Cansignorio Scaligero no ano de 1372) estima-se tenha sido erguida no início do século XV .

No ano de 1883, face a dificuldades que assolavam a Europa, parte da família Mena Kaho emigrou da Itália para o Brasil, constituída do patriarca Felice Fortunato Roman, junto com a esposa Catterina e os filhos Santo Francesco, Margherita, Ângela e Santa, tendo nascido no Brasil o 5º filho, também Felice, estabelecendo-se na Linha Eulália, onde os descendentes do primogênito Santo Francesco Roman permanecem até hoje.